Ciência e Fé


“Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não vêem.Porque por ela os antigos alcançaram testemunho.Pela fé entendemos que os mundos pela palavra de Deus foram criados; de maneira que aquilo que se vê não foi feito do que é aparente.
Hebreus 11:1-3

Por mais incrível que pareça, um dos maiores entraves quando me tornei cristão foi o embate entre ciência e fé.
Durante minha vida adulta sempre busquei um pensamento crítico e de amor ao conhecimento, à pesquisa e, por consequência, à ciência. Isso se demonstra em meu histórico de vida, no qual me enveredei para vida acadêmica, vindo a fazer um mestrado em Comunicação. Permeado a isso, li (e leio ainda) muitos livros de autores clássicos no campo da filosofia e ciências sociais, e até cheguei a começar um livro próprio de filosofia. 

Dentro das ciências da comunicação, área pela qual sou apaixonado, pensei, se não entender, pelo menos ter uma boa noção do mundo e da humanidade.
E, inexoravelmente, me deparei com o embate entre ciência e fé.
O primeiro ponto é entender o que é ciência. 
Segundo uma definição do dicionário, CIÊNCIA "é o corpo de conhecimentos sistematizados adquiridos via observação, identificação, pesquisa e explicação de determinadas categorias de fenômenos e fatos, e formulados metódica e racionalmente.". A partir dessa definição temos alguns parâmetros do método científico, ou seja, como se dá o processo de um estudo com viés cientifico. 
O estudo científico se dá por regras rígidas e protocolos criteriosos, que buscam o máximo de controle das variáveis (ou seja, os aspectos que podem alterar os resultados) para formulação, ou comprovação de hipóteses. A partir de De Cartes e Newton, no século XVI, o conhecimento científico passou a ser relacionado principalmente ao que se pode medir, experienciar, analisar e reproduzir, ou seja, obviamente, fatos relacionados à fé são descartados como algo que não pode ser provado ou analisado
Segundo o pesquisador SILVIO SENO CHIBENI (2013), do Departamento de Filosofia da Unicamp:
Constitui-se crença generalizada que o conhecimento fornecido pela ciência distingue-se por um grau de certeza alto, desfrutando assim de uma posição privilegiada com relação aos demais tipos de conhecimento (o do homem comum, por exemplo). Teorias, métodos, técnicas, produtos, contam com aprovação geral quando considerados científicos. A autoridade da ciência é evocada amplamente. Indústrias, por exemplo, freqüentemente rotulam de “científicos” processos por meio dos quais fabricam seus produtos, bem como os testes aos quais os submetem. Atividades várias de pesquisa nascentes se auto-qualificam “científicas”, buscando afirmar-se: ciências sociais, ciência política, ciência agrária, etc. Essa atitude de veneração frente à ciência deve-se, em grande parte, ao extraordinário sucesso prático alcançado pela física, pela química e pela biologia, principalmente. Assume-se, implícita ou explicitamente, que por detrás desse sucesso existe um “método” especial, uma “receita” que, quando seguida, redunda em conhecimento certo, seguro.  
Como muito bem coloca o autor, a ciência é permeada por uma áurea mítica de que está sempre certa e tudo o que mostra é a verdade, ocupando um lugar acima de tudo e todos no imaginário coletivo, inclusive da fé.
O embate entre ciência e fé constitui-se tabu entre as duas correntes de pensamento (crentes e não crentes) justamente por que busca-se uma resposta única e definitiva e ambos os lados parecem mais preocupados em estarem certos e provarem que o outro está errado.
Neste vídeo, muito interessante, o Revendo Augustos Nicodemos pontua de modo magnífico, as diferenças entre as diversas correntes de pensamento.
Não irei entrar nesse debate, mas quero deixar minha opinião voltada para "torcida".
Primeiramente, temos uma limitação brutal de dados e informações para poder determinar um veredicto. Os textos bíblicos não tem por objetivo ser um relato científico documental, e, posto isso, é impreciso nos detalhes, fundamentais a uma análise cientifica minuciosa.
Imprecisão não é igual a inverosímel.
Aqueles que A escreveram, não estavam preocupados em descrever milimetricamente o processo inerente, cientificamente falando, a cada evento bíblico. As muitas ações de Deus no campo do sobrenatural (ou seja, além do natural, do comum), não são narradas química, física ou biologicamente. O foco é a relação do Homem com o Criador.
Acredito que o questionamento da Bíblia a partir de uma ótica que busque explicar como isso ou aquilo aconteceu pelo ponto de vista das ciências, é algo repleto de veneno e má fé. Claramente, é um boa forma do inimigo (você sabe quem) de desviar o debate a questões irrelevantes, de pouca importância, plantando a descrença e a dúvida no coração do Homem.
Imagine alguém lendo a passagem de Jesus no deserto pensando em como Cristo ficou 40 dias sem comer nada, ao invés de prestar atenção ao dialogo poderoso no qual Nosso Mestre quebra todas as provocações do demônio. Ou se questionássemos como Lazaro ressuscitou ou o Mar Vermelho se abriu para Moisés ou a terra tremeu para Paulo escapar da prisão ou como Noé pôs todos os animais na Arca.
Confesso, que no passado, fiz uso justamente desses pontos para desacreditar a Bíblia, mas hoje vejo que era grande a minha arrogância, principalmente pela minha pequena cultura, tanto da ciência quanto da Palavra.
Ao adaptarmos as narrações bíblicas, buscamos preencher as lacunas e com isso pioramos o texto, estragamos o que é perfeito! E muitos criticam a Palavra justamente apoiados em interpretações erradas Dela e não Nela em si. Cegos conduzindo cegos!
Um segundo ponto é que a ciência é caracterizada por hipóteses, ou seja, crenças que podem ou não ser confirmadas, mas cuja existência deve ser constantemente posta a prova. Aquilo que não pode ser provado, reproduzido ou se conhece, é deduzido (baseado em critérios estabelecidos pelo método científico). Quantas crenças fizeram parte de nossa cultura e que foram derrubadas após anos, décadas ou mesmo séculos, a partir de novas descobertas? A verdadeira ciência não diminui Deus mas atesta e comprova Seu poder e Sua perfeição!
Acontece, que hoje a ciência, ou melhor, a visão da ciência repetida por milhares de pessoas ao longo do mundo que aprendem meias coisas em suas visões limitadas e sem critério, e taxam de verdade aquilo em que escolheram acreditar. A teoria evolucionista de Darwin é um exemplo de uma hipótese que o popularesco tornou verdade. Não são apenas ateus mas também religiosos que idolatram mais a si mesmos do que a Deus - fácil lembrar dos embates entre Jesus Cristo e os doutores da Lei do Templo...
A Bíblia, por outro lado, é ditada por Deus, e versa sobre a história do mundo e do homem, no que precisamos saber e em como precisamos saber.
Se estivéssemos mais preocupados com nosso próximo do que com os dinossauros, hoje nosso mundo seria beeeeeem melhor!
Daí, se você me perguntar se eu acredito em Adão e Eva, na Arca de Nóe, na travessia de Moisés ou que Jonas foi engolido por uma baleia, a resposta será sim. Se me perguntar como, me pedir para explicar, direi o que diz a Bíblia e se insistir, procuraremos estudos e teses que tentem dar mais informações, mas nunca discordarei da Palavra, pois sabemos o que nos é permitido saber e compreendemos o que somos capazes de compreender.
Mas o que não farei, e não devemos nunca fazer, é pensar que a Bíblia mente e algo, por minimo que seja, é fantasia, não aconteceu. SÃO FATOS! Pois a mesma Bíblia que fala de Abraão, Isaque e Jacó, de Esther, de José, de Moisés, Salomão e Davi, de Elias, Pedro e Paulo e, principalmente, de Jesus Cristo, não mente nunca.
Você dirá que é crença. Sim, crença minha apoiada na fé, pois eu acredito, minha fé reside em Deus e somente Nele, enquanto que os destratores apoiam sua fé em outros senhores que imaginam, enquanto não passam de fantoches do inimigo.
"Disse-lhe Jesus: Porque me viste, Tomé, creste; bem-aventurados os que não viram e creram." João 20:29 


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